terça-feira, 24 de maio de 2011

oração . a banda mais bonita da cidade

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Entrevista com o especialista em: Pacificação e táticas de guerrilha em ...

Daniel Obregon e eu improvisando na apresentação final da Oficina de Teatro-Esporte do Edson Duavy. Uma apresentadora de programa da tarde que passa às 2 h da madrugada entrevista um especialista em rebeliões em creches. Participação especial na cena de Alana Andrade, João Morgado e do meu amigo Yuri que joguei numa fria.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Retratar Período Histórico Não é Sinônimo de Qualidade

Lendo comentários sobre "Amor e Revolução", novela do SBT que aborda o período militar, pela  internet afora, li de muitos peseudos intelectuais que as pessoas criticam a novela porque são alienadas, não dão valor à aula de História que é a novela (novela é entretenimento, qualquer coisa a mais é adendo), que são viciadas na Globo, que tem preconceito com o SBT, que a novela é maravilhosa porque fala do período da Ditadura., e que as pessoas preferem se alienar com novelas sobre traiçõezinhas. Nada disso é verdade. As pessoas criticam, e eu me incluo, "Amor e Revolução" porque é uma novela ruim. Isso mesmo, "Amor e Revolução" é simplesmente ruim.
Não é porque uma novela aborda um período histórico e importante do Brasil que é uma boa novela. O período da ditadura já foi sim muito bem retratado dramaturgicamente em Anos Rebeldes. Mas em “Amor e Revolução” a coisa não funciona. Definitivamente Tiago Santiago não é um bom dramaturgo. Seu texto é piegas, extremamente didático e usa e abusa de frases de efeito e lugares comum. Além disso, a novela é protagonizada por atores medíocres, como Cláudio Lins, Graziela Schimitt e Nico Puig, e a direção deixa a desejar, tornando as cenas de ação um tanto quanto fake. Uma coisa simples como sangue artificial eles não estão conseguindo fazer, tem aspecto de groselha aquilo. Aliás, Tiago Santiago deveria dar as mãos ao Walcyr Carrasco, porque os dois tem um texto incrivelmente pobre, embora, quase sempre, criem tramas interessantes, só que tramas interessantes, sem um bom texto e um bom desenvolvimento não adiantam nada. O fato de “Amor e Revolução” ser ruim é esse, não basta retratar um período histórico, tem que saber criar personagens, criar tramas e acima de tudo escrever bons diálogos. Dizer que quem não gosta de “Amor e Revolução” é alienado, porque não valoriza uma trama que mostra a História do Brasil, são pseudos intelectuais, que acham que basta se revestir de pretensa seriedade, para um produto artístico ser de qualidade e alto nível. Pra mim, uma novela tem que ter qualidade dramatúrigica, seja histórica, dramática, cõmica, sobre dramas cotidianos e traiçõezinhas. Infelizmente, “Amor e Revolução” não tem qualidade dramatúrgica.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sobre Picanhas e Bois

Esse texto é um texto que difere do perfil dos textos que postei até agora no blog, é mais leve, menos contestador ou sério, apenas uma besteira que andei pensando. Mas o blog é meu e eu posto o que eu quiser.

Uma coisa tomou conta das minhas preocupações e indignações na hora do almoço. Essa coisa se chama hambúrger de picanha. De quem foi a brilhante de ideia de pegar (pressupondo ser o hambúrger de picanha mesmo) a parte mais nobre da carne, moer e fazer hambúrger. Porra, não faz sentido. Moer uma carne pra depois juntar de novo já não me faz muito sentido, é tipo, vou quebrar e depois eu colo, porque é mais legal, fica mais bonito, não fica!!! Fica mais feio!!! E a carne também não fica mais gostosa, muito pelo contrário... Mas em se tratando uma carne de 2ª, vá lá, é uma forma de tornar a carne mais fácil de mastigar, pois quebra as fibras, mas com a carne mais nobre do boi?! Não dá!!! O que faz a picanha ser a picanha, aquele prato dos deuses, aquela carne que faz você esquecer qualquer problema da sua vida (gordo tem uma relação meio freudiana com comida....)é justamente a conjunção da gordura (comer picanha sem gordura é sacrilegio, heresia, peça um filé, um frango grelhado,mas picanha tem de ter gordura) com as fibras musculares daquele local disposta da maneira correta. é a combinação sabor e textura. Porra, se você pega a coitada da picanha, tritura ela, perde todo o sentido de ser dessa. Você apenas tá pagando caro pra comer carne moída... Fico pensando no pobre do Boi, no abatedouro, pensando: tá vou morrer, mas ao menos alguém vai comer a minha picanha e será uma pessoa feliz, e eu do céus dos bois saberei que serei um prato de primeira linha, sendo degustado por quem conhece uma boa carne. Ele morre feliz, e aí, o que acontece? Pegam sua picanha, fazem um hambúrger, e o pior, nem McDonalds ele vira, vira um Bob's. Êstragaram o motivo de vida daquele boi. Aquele boi passou sua vida inteira na expectativa de ser a grande atração de uma churrascaria rodízio, aquele lugar em que as pessoas vão pra celebrar com a família e os amigos, e o que ele vira, algo que uma pessoa come quando tá com pressa e não tem um McDonald's perto... Fico imaginando aquela alma bovina desolada e desesperada no céu bovino, com a abslouta certeza de que sua vida foi em vão, já que não cumpriu sua grande missão, ter da sua picanha feita um belo churrasco.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SER CONTRA O ABORTO É SER A FAVOR DA VIDA E DA DIGNIDADE HUMANA

Cada vez mais parece ser politicamente correto defender o aborto. Dizem ser um direito da mulher, que a mulher tem o direito de decisões ao próprio corpo, e que o fato de as religiões não permitirem o aborto não deve sustentar a criminalização deste, visto o Brasil ser um estado laico. Me desculpme os defensores, mas pra mim tudo isso não passa de argumentos retóricos que não se sustentam.
Primeiro, ser contra o aborto não é uma questão de religião, mas de respeito à vida e ao ser humano, ainda que em fase intra-uterina, em formação. Não se pode falar em respeito à dignidade humana, se suprirmos o direito mais elementar dessa dignidade, a vida, a uma parcela significativa dos seres humanos, o ser humano em formação. Ora se se dá o direito a uma mulher (me desculpe, mas um ser que pensa na hipótese do aborto não merce ser chamado de mãe) de tirar uma vida intrauterina, simplesmente porque ela não quer esse filho, ou porque essa gravidez lhe traz lembranças ruins ou porque a criança tem um defeito físico/mental (meu Deus, isso é tão barbárie...), deveria se dar o direito dessa mulher de matar o bebê recém-nascido (infanticídio) se por alguma razão ela não pode fazer o aborto. Creio que os defensores do aborto não concordariam com esses assassintatos de recém-nascidos. Por que então concordar e lutar pelo direito à morte de seres humanos ainda mais frágeis e desprotegidos (visto que dependem diretamente de outro ser humano específico para subsistir...). Para mim legalizar ou descriminalizar o aborto é do mesmo nível que legalizar o infanticídio, o assassinato de idosos, ou de qualquer pessoa que se torne um fardo para a sociedade ou para as pessoas de que elas dependem, como deficientes físicos, mentais, viciados em estado grave, etc. Ou seja, se é desumano, bárbaro, cruel, indigno, etc, matar essas pessoas que citei (e é), também desumano, bárbaro, cruel, indigno, etc é cometer aborto.
Ao invés de liberar o aborto, nas minha opinião, tinha que se tirar a possibilidade de aborto em caso de estupro. Um crime não justifica o cometimento de outro mais grave, ainda mais contra um inocente. O estupro é o único crime que prevê uma pena maior para um possível inocente, um bebê, ainda em formação, que não tem culpa pelo que ocorreu (morte), do que para quem cometeu um crime, que no máximo vai preso por alguns, podendo ser beneficiado por diversas benesses de nosso direito penal. Não podemos permitir a chacina de crianças simplesmente pela forma que foram gerados, são vidas, tão importantes quanto a vida daquela vítima de estupro. A crueldade de fazer aquela mulher sustentar aquela gravidez por nove meses, quando poderá se livrar da criança, entregando-a para adoção, é infinitamente menor que a crueldade de não permitir àquele feto de ter a sua vida, de viver suas felicidades, tristezas, desafios e traumas. Pensando por esse lado, carregar nove meses uma criança indesejável não se torna tão cruel assim...
O único aborto que deveria ser permitido é aquele onde a vida da mulher e da crinaça está em reral e grave ameaça, ou seja, onde se a mulher manter a gravidez, há a possibilidade muito forte e real dela e da criança não sobreviverem. Neste caso, para se evitar a perda de duas vidas, justifica-se a perda de somente uma. Mas nesse caso, para mim nem caracterizaria o aborto, mas sim uma profilaxia médica. Mas veja bem, o perigo deve ser real e não haver possibilidade de tratamentos para minimizar consideravelmente o perigo.
A mulher tem o direito sim de escolher quando ter um filho, e justamente por isso, sou a favor de toda e qualquer forma de controle de natalidade, desde que não envolva assassinato cruel e desumano de inocentes que ainda nem vieram ao mundo. Por que ao invés do aborto, porque não entregar uma criança indesejada á adoção? Com certeza se estará fazendo o bem á criança e a outras pessoas que desejam tanto dedicar o amor a ela.
Por tudo isso: sou contra o aborto e a favor da vida!!!!
 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Violência de Não Ser Violento

Não entendo a associação que as pessoas fazem entre natureza e paz. Meu conceito de paz passa longe de poder ser devorado a qualquer momento. A natureza é cruel. É uma espécie de animal devorando a outra. Me perturba viver num mundo assim naturalmente violento. Lógico que o homem piorou e muito o planeta, mas é utópico achar que este seria um local sem violência se não fosse a presença do homem. Violência não implica necessariamente vontade de fazer mal, a simples necessidade de fazer mal a alguém pela própria sobrevivência é violência. O mundo é violento por natureza. Talvez daí o conceito do homem ser a obra perfeita da natureza nas religiôes: é perfeitamente violento! 

Por incrível que pareça evitar a violência é uma violência, pois impede o mundo e o homem de ser o que é: violento! Quem por mais pacífico que seja já não imaginou as maiores violências. Eu mesmo, que sou um cara que foge de briga, detesto violência até em filmes, várias vezes já me peguei imaginando jogando as pessoas no trilho do metrô. Acho que esses momentos de violência imaginativa servem para polarizar um instinto violento que aprendemos a controlar. Temos um instinto violento que violentamente nos obrigam a sufocar.... É a violência de não ser violento!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Decisão do STJ Importante em Prol de Nós Cidadãos

Decisão judicial pode assegurar direitos fundamentais que acarretem gastos orçamentários


19/5/2010



Em decisão unânime, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a possibilidade de determinação judicial assegurar a efetivação de direitos fundamentais, mesmo que impliquem custos ao orçamento do Executivo. A questão teve origem em ação civil pública do Ministério Público de Santa Catarina, para que o município de Criciúma garantisse o direito constitucional de crianças de zero a seis anos de idade serem atendidas em creches e pré-escolas. O recurso ao STJ foi impetrado pelo município catarinense contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).



O TJSC entendeu que o referido direito, reproduzido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é um dever do Estado, sendo o direito subjetivo garantido ao menor. Ele assegura a todas as crianças, nas condições previstas pela lei, a possibilidade de exigi-lo em juízo, o que respaldou a ação civil proposta pelo MP estadual, devido à homogeneidade e transindividualidade do direito em foco.



Ainda de acordo com a decisão do TJSC, a determinação judicial do dever pelo Estado não caracteriza ingerência do Judiciário na esfera administrativa. A atividade desse dever é vinculada ao administrador, uma vez que se trata de direitos consagrados. Cabe ao Judiciário, por fim, torná-lo realidade, mesmo que para isso resulte obrigação de fazer, podendo repercutir na esfera orçamentária.



No recurso, o município de Criciúma alegou violação a artigos de lei que estabelecem as diretrizes e bases da educação nacional, bem como o princípio da separação dos Poderes e a regra que veda o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual (LOA). Sustentou também que as políticas sociais e econômicas condicionam a forma com que o Estado deve garantir o direito à educação infantil.



Em seu voto, o ministro relator, Humberto Martins, ressaltou que a insuficiência de recursos orçamentários não pode ser considerada uma mera falácia. Para o ministro, a tese da reserva do possível – a qual se assenta na ideia de que a obrigação do impossível não pode ser exigida – é questão intimamente vinculada ao problema da escassez de recurso, resultando em um processo de escolha para o administrador. Porém, a realização dos direitos fundamentais, entre os quais se encontra o direito à educação, não pode ser limitada em razão da escassez orçamentária. O ministro sustentou que os referidos direitos não resultam de um juízo discricionário, ou seja, independem de vontade política.



O relator reconheceu que a real falta de recursos deve ser demonstrada pelo poder público, não se admitindo a utilização da tese como desculpa genérica para a omissão estatal na efetivação dos direitos fundamentais, tendo o pleito do MP base legal, portanto. No entanto, o ministro fez uma ressalva para os casos em que a alocação dos recursos no atendimento do mínimo existencial – o que não se resume no mínimo para a vida – é impossibilitada pela falta de orçamento, o que impossibilita o Poder Judiciário de se imiscuir nos planos governamentais. Nesses casos, a escassez não seria fruto da escolha de atividades prioritárias, mas sim da real insuficiência orçamentária.



Nota da Notadez: A notícia refere-se ao processo REsp 1185474

STJ